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Encontro levou mais informações sobre os benefícios da Equoterapia aos pais, alunos e servidores da APAE de Sertão

Aproximação dos alunos da APAE de Sertão e os animais do Centro de Equoterapia

Os benefícios da equoterapia foram apresentados para pais, alunos e servidores da APAE de Sertão num encontro promovido pelo Câmpus Sertão. A tarde de palestras e demonstrações da atividade aconteceu na quinta-feira (23), no Centro de Equoterapia do Câmpus.

Foi o primeiro contato da APAE de Sertão com a equipe do Centro de Equoterapia e a primeira visita ao local. A primeira palestra foi com a Tecnóloga em Ciências Equinas da APAE de Vacaria, Juliana Biazus da Silva.

Para contextualizar a história da equoterapia, Juliana destacou que ainda antes de Cristo já se falava dos benefícios da equitação para a saúde, mas foi em 1952 que surgiu a equoterapia, ao se perceber que em cima do cavalo todos são iguais. No Brasil, a equoterapia chegou em 1989.

Segundo Juliana, o movimento tridimensional do cavalo, o qual exige a busca por um ponto de equilíbrio de quem está nele montado, é muito semelhante aos movimentos humanos. No entanto, para a prática da equoterapia é necessária uma avaliação clínica criteriosa. "O programa de equoterapia não é igual para todos os praticantes, ele depende da patologia e do quadro clínico de cada um. Por isso só é indicado dar início à atividade após a avaliação de uma equipe multidisciplinar - de médicos ortopedistas, neurologistas, de fisioterapeutas, de psicólogos, entre outros - e mediante atestado médico", disse.

O enfoque clínico do encontro foi abordado pelo médico neurologista Rafael Badalotti de Erechim, que garantiu que a equoterapia é um exercício completo por exercitar a coluna vertebral e a musculatura, e estimular os reflexos, a socialização, a interação social, a autoconfiança, a autoestima e a atenção.

Badalotti citou os benefícios específicos para diferentes problemas de saúde. Para que tem hiperatividade e déficit de atenção, a equoterapia melhora a memória, a sequência do pensamento, a concentração, e o uso das habilidades físicas/mentais. Para os autistas, proporciona atividade física e verbal, ajuda a focalizar a consciência exterior. Já nos casos de paralisia cerebral, auxilia no retorno do equilíbrio da postura e dos movimentos articulares, a fala interativa, o uso do pensamento e processos físicos.

No que se refere aos praticantes com atraso no desenvolvimento, através da equoterapia eles são incentivados para cada sucesso e auxilia na reunião social e no desenvolvimento físico.

Para quem tem Síndrome de Down, os benefícios são o aumento do amor próprio, o uso e desenvolvimento de habilidades globais, ajuda a processar o pensamento e a fala, promove exercício físico, harmoniza a atividade muscular e melhora a postura e o equilíbrio.

Os problemas de alterações emocionais são minimizados com a equoterapia, já que os cavaleiros precisam se concentrar fora de si mesmos para desenvolver as habilidades sobre o cavalo e, ao mesmo tempo, são encorajados, têm incentivo ao amor próprio, constroem autoconfiança e diminuem os sintomas depressivos.

Quem tem alterações visuais também pode praticar a equoterapia, com ganhos no controle motor total, no desenvolvimento dos músculos e atividades simétricas, na atenção à sequência das atividades, no processo do pensamento e consciência.

Nos casos de lesões na cabeça, Badalotti aponta que a equoterapia ajuda a reconstruir e melhorar as habilidades físicas e mentais, melhora o equilíbrio e estimula a realização das habilidades totais.

Para pessoas com dificuldade de aprendizagem, a atividade aumenta as habilidades necessárias ao aprendizado e melhora a sequência do pensamento, a coordenação olho-mão, a atenção e as habilidades físicas, fortalece o equilíbrio, promove a interação com o cavalo, com os outros praticantes e instrutores e promove habilidades para o uso da linguagem.

O aumento do amor próprio e das habilidades de comunicação através da prática esportiva com os cavalos são os benefícios apontados pelo médico nos casos de desordem da fala.

Ainda, Badalotti citou os benefícios para pacientes que sofreram AVC: estímulo a readquirir o uso simétrico do corpo, o fortalecimento dos músculos, a melhora do equilíbrio, o estímulo das habilidades motoras, e a melhora dos processo de fala.

Conforme o coordenador do Centro de Equoterapia do Câmpus, Marcos Antonio de Oliveira, o encontro promovido para recepcionar à APAE de Sertão teve o intuito de apresentar a estrutura do Câmpus e demonstrar que a equoterapia pode auxiliar no tratamento dos portadores de necessidades especiais, além de proporcionar momentos agradáveis, de integração e bem-estar. "Este foi apenas o primeiro evento de muitos que pretendemos realizar", disse.

 

Galeria

Pais, alunos e servidores da APAE de Sertão que participaram do encontro no IFRS - Câmpus Sertão O Diretor Lenir Antonio Hannecker e o coordenador do Centro de Equoterapia do Câmpus, Marcos Antonio de Oliveira, deram as boas vindas no início do encontro Demonstração da atividade desenvolvida no Câmpus Tecnóloga em Ciências Equinas, Juliana Biazus da Silva Médico neurologista Rafael Badalotti O foi assinado na tarde de 5 de julho, no gabinete da Direção-Geral do Campus

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