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Dia de Campo reúne público de cerca de 970 pessoas

Estação do Campus

Dividido em três datas diferentes, o VI Dia de Campo do Campus Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul reuniu cerca de 970 pessoas entre os dias 22, 23 e 24 de fevereiro. Nesta edição, foram abordados os rendimentos e resultados de diferentes cultivares soja, através da Fundação Pró-Sementes; forrageiras de verão para o gado leiteiro, através da Embrapa Trigo; agricultura de precisão (adubação em taxas variáveis), pela Drakkar Solos; qualidade do leite, pela SARLE da Universidade de Passo Fundo; e manejo e qualidade da silagem de milho, cuja estação será coordenada pelo próprio Campus.

 

No primeiro dia participaram os pais e alunos do primeiro ano do curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio e os veteranos do curso de Tecnologia em Agronegócio. Na terça-feira, dia 23, o Dia de Campo foi destinado aos alunos do curso Técnico em Agropecuária Subsequente ao Ensino Médio que iniciaram suas aulas e aos alunos do segundo e do terceiro ano do curso Técnico em Agropecuária na modalidade Integrado ao Ensino Médio que retornaram à instituição. Na quarta-feira, dia 24, foi a vez da comunidade regional participar do evento.

 

A 6ª edição do Dia de Campo começou a ser planejada ainda no final do primeiro semestre do ano passado e a escolha dos temas abordados neste ano foi baseada numa pesquisa realizada na edição anterior.

 

Foram mais de 20 diferentes cultivares de soja, mais de 15 espécies de forrageiras e estações de milho com 50 diferentes materiais, sendo 20 para silagem e 30 para grãos, além de demonstrações de máquinas e implementos agrícolas e de sistemas de adubação para culturas.

 

Dez empresas que trabalham com milho expuseram variedades: Pioneer, Agroceres, Dekalb, Agroeste, Balu, Syngenta, Biogene, Gêneze, Brezzotto e Biomatrix. Também foram convidadas a participar com estações a Semeato, a New Holland, a Haramaq e a Adubos Coxilha.

 

Segundo o presidente da Comissão Organizadora do evento, professor Fernando Machado, a organização priorizou o aproveitamento maior dos espaços para que os grupos de visitantes também tivessem uma melhor assimilação dos assuntos, ao realizar o evento em três momentos, dividindo os pais e alunos em dois dias e oferecendo um dia somente à comunidade externa. O circuito de estações também foi disponibilizado de forma que a passagem se tornasse mais dinâmica.

 

O VI Dia de Campo do Campus Sertão contou com o apoio da Fundação Pró-Sementes, da Universidade de Passo Fundo, da Cotrigo, da Drakkar Solos, da Emater, da Embrapa Trigo e da secretaria de Agricultura e Prefeitura Municipal de Sertão.

 

Um grupo de alunos coordenados pelos professores realizou pesquisas sobre os temas e a organização do Dia de Campo e colheram sugestões de temas para o próximo ano.

 

"Os participantes se mostraram satisfeitos, elogiaram a organização e a abordagem dos temas nas estações. O Dia de Campo é importante porque é uma oportunidade de demonstrar à comunidade o que o Campus tem a oferecer", comentou o presidente da Comissão Organizadora.

 

Na opinião da estudante de Agronomia da Universidade de Passo Fundo, Amanda Chechi, as estações apresentaram temas interessantes para a realidade da região e as informações todas foram relevantes para a produção agropecuária. "A organização do evento está excelente e os assuntos todos foram expostos de maneira clara, objetiva, sempre com novidades", comentou.

 

Para o chefe do Escritório Municipal da Emater de Sertão, Marcos Gobbo, a troca de informações que ocorrem em eventos como os Dias de Campo são fundamentais para o dia-a-dia dos agricultores. "Todos os Dias de Campo são importantes, principalmente os que são promovidos pelo Campus Sertão, instituição que é referência na formação de profissionais", avaliou. Gobbo aprovou o circuito mais dinâmico e a abordagem dos temas. "Na região a produção de soja e milho são bastante fortes e a bovinocultura de leite deu um salto muito grande. Todas as informações foram muito pertinentes", citou.

 

O produtor de Ipiranga do Sul Ari José Binotto participou pela segunda vez do Dia de Campo e disse que retornou para estar sempre por dentro do que há de novo no setor agropecuário. "Esse Dia de Campo é importante porque a gente sai bem informado do evento e conhece técnicas que podem melhorar a produção", disse.

 

 

 

Estações

 

Na estação do Serviço de Análise de Rebanhos Leiteiros (SARLE) do Centro de Pesquisa em Alimentos da Universidade de Passo Fundo (UPF), o laboratorista Ricardo Taglietti informou os visitantes sobre o manejo correto para manter a qualidade do leite.

 

"Para a qualidade do leite, é imprescindível que haja bom armazenamento, boa conservação e boa higienização do leite", destacou. O SARLE faz análises da composição química do leite (gordura, proteína, lactose, sólidos não-gordurosos, sólidos totais e uréia), a contagem das células somáticas, a contagem total de bactérias, de uréia e de inibidores (resíduos antibióticos e contaminantes). Um dos principais benefícios do controle leiteiro, segundo ele, é o conhecimento dos dados dos animais e do rebanho, que servirão para melhorar o manejo e a qualidade com consequente rentabilidade.

 

O rendimento e a qualidade de diferentes cultivares de soja foram apresentados pela Fundação Pró-Sementes. A responsável pelo setor de Comunicação e Marketing Gina Maria Simionato e o gerente da empresa, o Engenheiro Agrônomo Victor Sommer repassaram as informações na estação da empresa nos três dias do evento. Conforme Gina, a Fundação Pró-Sementes realiza a análise de diferentes cultivares de soja e repassa aos produtores para que eles decidam qual é a mais indicada para a realidade de cada um. "A Fundação trabalha com um ensaio de cultivares registradas, é uma entidade certificadora de sementes, pioneira na área, já que somente o Ministério da Agricultura realizava este trabalho anteriormente", citou.

 

Forrageiras de verão para gado leiteiro foi o assunto abordado pela Embrapa Trigo de Passo Fundo. O pesquisador Renato Fontaneli apresentou o projeto Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), o qual consiste numa tecnologia que permite produção de grãos, carne, leite, fibras, energia e madeira numa mesma área.

 

"No inverno somente é ocupada 20% da mesma área ocupada no verão. Nós precisamos otimizar essa área para garantir mais produção e oferecer uma alimentação mais rica ao gado leiteiro", avalia.

 

A Drakkar Solos foi a responsável por abordar o tema agricultura de precisão e adubação em taxas variáveis. Através do georeferenciamento o nível de fertilidade do solo é verificado e o tratamento correto para cada área varia. Conforme o Engenheiro Agronômo da Drakkar, Olavo Bonatto Santi, essa tecnologia permite que o produtor reconheça qual área necessita de um maior cuidado, fazendo um tratamento diferenciado para, assim, alcançar maior produtividade e rentabilidade.

 

As professoras do Campus Fernanda Alves Paiva e Juliana dos Santos expuseram na estação da instituição o manejo e a qualidade da silagem de milho. Fundamental para a alimentação dos animais nos períodos de escassez de pastagens, a silagem requer cuidados antes mesmo do plantio do milho. Segundo as docentes, preferencialmente deve-se utilizar as variedades desenvolvidas para a produção de silagem e indicadas para o plantio na região.

 

"O momento ideal para o corte da planta é quando ela possui de 30% a 35% de matéria seca. As partículas devem ser picadas entre 1cm e 3 cm para haver boa compactação no momento da ensilagem, por isso é importante a manutenção e regulagem do maquinário a ser utilizado no corte das plantas", alertaram.

 

O enchimento do silo deve ser feito com uma distribuição de camadas uniformes de forragem de 20 cm a 30 cm de altura. O tempo de enchimento não deve ultrapassar três dias, porém recomenda-se cobertura temporária para evitar entrada de ar e água. Uma boa vedação também é fundamental para que a fermentação ocorra de forma desejada e a retirada só deve ocorrer cerca de 40 dias após o enchimento. A silagem deve ser retirada diariamente e a face descoberta deve ser retirada em toda a sua extensão vertical, compreendendo uma camada de, pelo menos, 20 cm por vez. "Assim, reduzem-se as perdas de material das bordas e diminui-se o tempo de esvaziamento do silo", indicaram.

Galeria

Pessoas de toda a região participaram do evento Dia de Campo reuniu cerca de 970 pessoas nos três dias Circuito de visitação das estações de empresas convidadas

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