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Gilberto Rocca da Cunha palestra no II Encontro e Debate sobre Meio Ambiente do Campus

Gilberto Rocca da Cunha

"Aquecimento Global e Mudanças Climáticas: uma visão científica" foi o tema abordado pelo agrometeorologista, Chefe da Embrapa Trigo de Passo Fundo, Gilberto Rocca da Cunha, no II Encontro e Debate sobre Meio Ambiente, evento promovido pelo curso de Tecnologia em Gestão Ambiental do Campus Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS). O Encontro aconteceu no auditório da instituição na noite de 28 de abril, quarta-feira.

 

Acadêmicos dos cursos de Tecnologia em Gestão Ambiental, Tecnologia em Agronegócio, Licenciatura em Ciências Agrícolas e Engenharia Agronômica e alunos dos cursos técnicos em Agropecuária, em Manutenção e Suporte em Informática e em Agroindústria participaram do evento.

 

Gilberto Rocca da Cunha salientou que as mudanças no clima são globais e não ocorrem de forma isolada. "Por isso a ciência do clima não está relacionada a uma única disciplina. Ela está ligada a vários ramos de atividade. A atmosfera não conhece fronteiras", disse.

 

É urgente, na opinião de Cunha, que cada um faça sua parte, até porque, segundo ele, é a atividade humana uma das principais responsáveis pelo avanço do efeito estufa. "O crescimento da população está acelerado. O planeta tem 6 bilhões de habitantes e até a metade deste século o número deve alcançar 9 bilhões. Isso acarretará um grande impacto na exploração dos recursos do planeta", alertou.

 

A exploração dos recursos nos moldes atuais não terá sustentabilidade no futuro, o que implicará numa mudança de comportamento individual, em termos de desperdício, gasto com energia e preocupação com o meio ambiente. "Não podemos continuar agindo com indiferença, como se a questão ambiental não nos dissesse respeito, porque esse comportamento terá conseqüências drásticas daqui a 50 ou 100 anos", salientou.

 

Conforme Cunha é preciso avaliar os possíveis impactos através do que já se tem diagnosticado para traçar as estratégias de preservação no âmbito de uma nova ordem climática que está em curso, por conseqüência do aquecimento global.

 

É o efeito estufa a grande causa do aquecimento. Dos gases nocivos que provocam o efeito estufa, o CO2 é um dos principais, sendo que grande parte do gás é emitida por combustíveis fósseis.

 

Os biocombustíveis têm uma parcela de contribuição para a redução dos gases nocivos, contudo não podem ser encarados como solução para impedir o avanço do efeito estufa. "Temos outras fontes de energia renováveis, como a eólica e a solar, por exemplo, devemos trabalhar todas de forma integrada e não isoladamente", falou.

 

Profissionais da área de Gestão Ambiental têm um grande potencial a ser explorado, de acordo com Cunha. "A geração de renda e emprego não pode ocorrer a qualquer custo como vinha sendo feita até pouco tempo atrás. Hoje quem não pensar nas conseqüências ambientais também estará perdendo dinheiro. Muitos países e empresas condicionam suas compras a selos de qualidade e responsabilidade ambiental. Além disso, já existem muitas exigências legais a serem cumpridas nesta questão", comentou.

 

A preocupação com o meio ambiente iniciou na década de 90 com a divulgação dos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) em 1990, 1995, 2001 e 2007. O próximo está previsto para 2014. Cunha foi um dos relatores do IPCC de 2007.

 

O Brasil ganhou destaque na área ao realizar a Convenção Rio 92 e o assunto tomou novas proporções com o Protocolo de Kyoto. "A partir daí começou a se propagar a importância de tratar políticas de redução de gases do efeito estufa", citou.

 

O país está à frente na questão ambiental também por regulamentar medidas de proteção ao meio ambiente.

 

O palestrante citou índices que relacionam o alto Produto Interno Bruto (PIB) dos países à maior emissão de gases do efeito estufa. "Esse é o grande desafio tecnológico: propiciar o desenvolvimento sem agressões ao meio ambiente", disse.

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