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Crack é tema de palestra no Campus

Fabiano Pereira é coordenador do Comitê Estadual de Combate ao Crack

O Deputado Estadual Fabiano Pereira, coordenador do Comitê Estadual de Combate ao Crack, esteve no Campus Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul, na manhã de segunda-feira (24), para falar sobre um assunto que tem preocupado cada vez mais a sociedade: o uso do crack.

 

A palestra aconteceu no Ginásio de Esportes do Campus, a partir das 9 horas. Alunos dos cursos técnicos e acadêmicos dos cursos superiores puderam acompanhar a exposição do Deputado.

 

Segundo ele, o Comitê Estadual de Combate ao Crack foi criado em abril de 2009 com o intuito de organizar diversas frentes de luta contra a droga. O desafio está sendo enfrentado conjuntamente pelas Comissões de Serviços Públicos, de Educação, de Saúde e de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, pelo Ministério Público Estadual, Defensoria Pública, Conselho Regional de psicologia, Brigada Militar, Central única das Favelas, Conselho Estadual de Políticas sobre Drogas e Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho.

 

Para Pereira, as drogas são um problema de saúde pública. "Precisamos garantir mais vagas em clínicas e espaços de recuperação, que não é rápida e leva, no caso do crack, de um a dois anos. Por isso digo que o crack não é uma droga, mas uma arma química", comentou. O maior poder do crack em relação às outras drogas foi enfatizado por ele, que também ressaltou o tratamento não se restringe ao dependente, mas envolve toda a família, que precisa se preparar para recebê-la.

 

Existem cerca de 200 comunidades terapêuticas no Estado, embora, conforme Pereira, apenas duas são regularizadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). "Isso acontece por causa da burocracia de regularização. Precisamos encontrar maneiras de regularizar essas comunidades e passar a prestar um atendimento mais efetivo. Sabemos que muitas comunidades têm cunho religioso, o que é uma ação muito importante, mas a visão científica não pode ser deixada de lado", citou.

 

Ainda, apontou que o problema remete-se à segurança pública. Estima-se que no Rio Grande do Sul 2% da população faz uso do crack. "Próximo de 24 toneladas de crack são consumidas no Estado anualmente. A melhor forma de combate é a prevenção, através da educação e do esporte, por exemplo", disse.

 

O deputado apresentou estatísticas que apontam que de cada 10 crimes cometidos no Estado, 8 tem relação com as drogas e o crime organizado.

A construção de novas relações, mais solidárias, na opinião do Deputado, é o caminho para evitar o consumo de drogas.

 

O crack chegou no Estado somente há três anos e desde 1995 era consumido em São Paulo. De acordo com informações do Deputado, em outros países o consumo da droga é alto só que no Brasil diferentes produtos químicos são adicionados. "Uma análise de laboratório detectou mais de cem produtos químicos adicionados ao crack, água de bateria era um deles", contou.

 

No final da palestra, Pereira respondeu questionamentos e indagações dos alunos, acadêmicos e professores presentes.

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Ginásio de Esportes lotou para a palestra

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