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Tendências, perspectivas e expectativas do Agronegócio são discutidas no I Seminário do GETACS

Estudantes que integram o GETACS junto a professora coordenadora Cassiana Grigoletto

Os alunos que integram o Grêmio Estudantil dos Técnicos em Agropecuária do Campus Sertão do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (GETACS), com o apoio da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas, realizaram o I Seminário Tendências, Perspectivas e Expectativas do Agronegócio, no dia 24 de agosto, no auditório do Campus Sertão.

Participaram do evento alunos do curso Técnico em Agropecuária e dos cursos superiores do Campus, além de funcionários da Sicredi regional, de profissionais liberais e estudantes de outras instituições de ensino.

A busca por novos conhecimentos no setor do agronegócio foi que motivou o gerente administrativo da agência da Sicredi de Getúlio Vargas, Carlos Augusto Braga, a participar do evento. As projeções de mercado foram os dados que mais lhe chamaram a atenção. "O seminário teve palestras muito interessantes. Por ser o primeiro, os organizadores estão de parabéns", disse.

O estudante do terceiro ano curso Técnico em Agropecuária, Jorge Piassa, revelou que o seminário superou suas expectativas. "Todas as palestras foram muito bem escolhidas", reforçou.

Para o acadêmico do curso de Agronomia do Campus, Matias Leocádio Bruinsma, as palestras foram proveitosas e atrativas. "Apesar de adquirirmos o conhecimento em sala de aula, essa vivência do dia-a-dia da produção, que a gente tem contato em palestras e em eventos como este, é fundamental para nossa formação. É através dos exemplos apresentados que podemos constatar a empregabilidade dos conceitos", avaliou.

Toda organização do evento, desde o contato com os palestrantes até a elaboração dos materiais de divulgação, foi dos próprios alunos, que se dedicaram durante semanas para que tudo saísse dentro do planejado. Conforme a professora coordenadora do GETACS, Cassiana Grigoletto, os alunos não mediram esforços para a realização do seminário e assumiram o desafio com muita responsabilidade.

Partiu dos alunos, também, a iniciativa de fazer a transmissão on line do seminário para que os colegas do Campus Bento Gonçalves pudessem acompanhar o evento.

A abertura do seminário foi feita pelo diretor em exercício Odirce Teixeira Antunes, que parabenizou a direção e a coordenação do Grêmio Estudantil pela qualidade dos palestrantes e pela organização do evento.

O presidente do GETACS, Fernando Costela, destacou que o Seminário é resultado de um trabalho conjunto de todos os integrantes do Grêmio, com apoio de diversas entidades, especialmente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas. "Nós procuramos filtrar e trazer ao seminário os melhores palestrantes da área, disponíveis nesta data, por isso o nível das palestras foi muito bom. Acredito que, por ser o primeiro seminário e o primeiro grande evento organizado pelo Grêmio Estudantil, conseguimos atender as expectativas do público e os nossos objetivos. Esperamos que o evento tenha continuidade nos próximos anos com o empenho dos alunos do primeiro e segundo anos do curso Técnico em Agropecuária", observou.

Mayron Roberto Furtado Bispo, professor substituto do Campus e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas, ressaltou a importância do evento para profissionais e estudantes da área do agronegócio, que precisam estar sempre buscando informações sobre novas tecnologias e tendências do setor.

 

Alta produtividade de soja e milho

A primeira palestra foi proferida pelo Mestre em Agronomia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, pesquisador da Embrapa Trigo de Passo Fundo e atual gerente técnico da Cooperativa dos Agricultores de Plantio Direto (Cooplantio), Dirceu Neri Gassen. Ele falou sobre os procedimentos para alcançar maior produtividade de soja e milho. A palestra teve como moderador o professor do Campus Sergiomar Theisen.

Gassen frisou que não existe evolução sem conhecimento e insistiu aos jovens para que busquem conhecer a área em que atuam. "A agricultura não é mais de proprietários, é um negócio de especialistas. Antes os pais diziam: meu filho, se não estudar, vais trabalhar na roça. Hoje dizem: meu filho, se quiser ficar na agricultura, vá estudar", apontou.

Para aumentar a produtividade na lavoura, Gassen disse que é preciso ter foco. "O que será que gera melhores resultados: avaliar as manchas de produção ruins nas da lavoura ou as boas para ver o que foi feito de diferente no local e expandir os bons resultados para o restante da produção?", questionou.

Lavouras de alta produtividade são resultado da soma de todos os processo de produção, conforme Gassen, e o que determina uma produtividade de 40 ou de 60 sacas de soja por hectare, por exemplo, são pequenos detalhes. "Não há uma receita geral, mas a adaptação dos sistemas de produção às diferentes realidades de cada produtor", citou.

 

Nova geografia da produção agrícola

O pesquisador da Embrapa Trigo de Passo Fundo, Mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Santa Maria, Anderson Santi, proferiu a palestra "Alterações climáticas no cenário produtivo do Brasil", mediada pelo professor do Campus Fernando Machado dos Santos.

Os cenários projetados pelos pesquisadores, conforme o palestrante, são baseados nos fatores contextuais da época em que a pesquisa foi realizada, o que pode, sim, interferir nos resultados. Contudo, as projeções sempre dão indicativos confiáveis de como o clima irá se comportar no futuro.

A atividade agrícola, conforme Santi, não é a única responsável pelo aumento da emissão de gases causadores do efeito estufa, que vêm desencadeando o aquecimento global. "A emissão de CO2 corresponde a 77% da composição do efeito estufa, portanto, o principal responsável pelo fenômeno. E o CO2 não é emitido somente em razão da agricultura, a atividade industrial e a atividade humana como um todo tem grande parcela na emissão do gás", comentou.

Ainda, expôs que o efeito estufa não tem origem nociva e sempre existiu. "A temperatura média do planeta, entre 15 e 16 graus, só atinge um nível adequado graças ao efeito estufa. O que vem ocorrendo é uma emissão muito maior de gases causadores deste efeito e, por isso, um aumento na temperatura", explicou.

Estimativas drásticas apontam que daqui a 100 anos não haverá mais gelo na Groenlândia e que a temperatura média do planeta deve subir até 6,4 graus, de acordo com Santi.

As temperaturas mais altas podem provocar uma nova geografia da produção agrícola no país e no mundo. Levando em consideração a projeção citada por Santi, em 2070 o Rio Grande do Sul poderia se tornar produtor de café. "Será que os agricultores estão preparados para mudar completamente a forma de produzir e as próprias cultivares?", indagou.

 

Tratando doenças da soja e do trigo

Doenças na cultura da soja e do trigo foram o assunto do Doutor em Fitopatologia pela Universidade da Flórida (EUA) e professor da Universidade de Passo Fundo, Carlos Alberto Forcelini. A palestra foi mediada pelo professor do Campus Getúlio Jorge Stefanello Junior.

O controle de doenças inicia no momento da escolha da semente, conforme Forcelini. E, no caso da soja, no cuidado especial às partes mais baixas da planta. Ele aponta três fatores determinantes para a soja produzir bem: a quantidade de vagem por planta; o número de grãos por vagem; e o peso dos grãos.

Antes de tratar uma planta, Forcelini destaca que é preciso saber qual doença ela tem para depois definir o fungicida mais adequado e o melhor período de aplicação. "Sempre se falha numa primeira aplicação de fungicida tardia. Pesquisas apontam que o ganho pode ser de até duas sacas por hectare com a aplicação do fungicida mais cedo", ressalta.

 

Perspectivas do mercado de grãos

O assistente técnico da EMATER e professor da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) - Campus Carazinho, Ataídes Jacobsen, encerrou o seminário falando sobre as perspectivas de mercado para soja, milho e trigo. Foi moderador da palestra o secretário da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas, Luís Carlos da Silva.

Através da exposição de números da economia mundial, Jacobsen explicou como fatores econômicos da Europa ou dos Estados Unidos podem afetar os preços de grãos no Brasil. Segundo ele, há uma tendência mundial na elevação da rede de consumidores e de produtos calóricos e de proteínas, principalmente de carne. "O consumo de carne também eleva ao consumo de grãos e esta é uma tendência", aponta.

Explicou, também, que o volume de estoque de produção mundial interfere diretamente nos preços de comercialização da safra seguinte. "Com volumes altos de estoque a oferta é abundante e faz cair os preços dos grãos", citou.

Pelas perspectivas de estoque, câmbio e inflações da conjuntura mundial, Jacobsen estima que a saca de soja seja comercializada na média de R$ 39,00 na próxima safra. O valor médio mundial de comercialização da tonelada de trigo está em 255 dólares e da tonelada de milho está em 165 dólares.

Devido ao fenômeno La Niña, estima-se que a safra 2010/2011 não seja tão boa quanto a anterior no que se refere às culturas de verão, embora as culturas de inverno sejam beneficiadas com as condições climáticas provocadas pelo fenômeno.

 

 

Galeria

A abertura do seminário foi feita pelo diretor em exercício Odirce Teixeira Antunes Mayron Roberto Furtado Bispo, professor substituto do Campus e presidente da Associação dos Engenheiros Agrônomos de Getúlio Vargas Participaram do evento alunos do curso Técnico em Agropecuária e dos cursos superiores do Campus, além de funcionários da Sicredi regional, de profissionais liberais e estudantes de outras instituições de ensino O pesquisador da Embrapa Trigo de Passo Fundo e Gerente Técnico da Cooplantio, Dirceu Neri Gassen, falou sobre os procedimentos para alcançar maior produtividade de soja e milho Gassen e o moderador da palestra, o professor do Campus Sergiomar Theisen O pesquisador da Embrapa Trigo de Passo Fundo, Anderson Santi, proferiu a palestra "Alterações climáticas no cenário produtivo do Brasil", mediada pelo professor do Campus Fernando Machado dos Santos O professor da área de Agronomia da Universidade de Passo Fundo, Carlos Alberto Forcelini, falou sobre as doenças na cultura da soja e do trigo Encerrando o Seminário, o Assistente Técnico da EMATER  e professor da Ulbra - Campus Carazinho, Luiz Ataides Jacobsen, falou sobre as perspectivas de mercado para soja, milho e trigo. Na foto, ele está junto ao moderador da palestra, Luís Carlos da Silva

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