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VII Dia de Campo reúne grande público no Campus

Vista das estações do VII Dia de Campo

A VII edição do Dia de Campo do Campus Sertão reuniu 760 pessoas nos três dias que o evento foi realizado. As principais estações foram sobre o rendimento de grãos em híbridos de milho precoce e superprecoce, sobre o projeto piloto de extensão do Campus "Horizontes da sustentabilidade: a força da organização", sobre pastagens de verão para sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta e sobre higiene e qualidade do leite.

No primeiro dia (21/02) participaram os pais e alunos do primeiro ano do curso Técnico em Agropecuária Integrado ao Ensino Médio. Na terça-feira, dia 22, o Dia de Campo foi destinado aos alunos do curso Técnico em Agropecuária Subsequente ao Ensino Médio que iniciaram suas aulas e aos alunos do segundo e do terceiro ano do curso Técnico em Agropecuária na modalidade Integrado ao Ensino Médio que retornaram à instituição. Na quarta-feira, dia 23, foi a vez da comunidade regional participar do evento.

Para o aluno da primeira série do curso Técnico em Agropecuária ao Ensino Médio Lucas Dalastra, de Charrua, o Dia de Campo foi bastante proveitoso. "Eu aprendi sobre novas tecnologias, técnicas diferentes e novos híbridos e me atualizei para o início das aulas", avaliou.

Marlene e Lairdes Muneroli, de Ibirapuitã, estiveram no Campus para deixar o filho que ingressou na primeira série do curso Técnico em Agropecuária e aproveitaram para participar do Dia de Campo. "Achei muito interessante as estações sobre milho, muito úteis para mim", destacou Lairdes. O casal estava apreensivo por ser a primeira vez que o filho ficará longe de casa. "A experiência será muito boa para ele e sabemos que a instituição tem um ótimo nível também, então estamos tranqüilos apesar da falta que ele vai fazer em casa", disse Marlene.

O agricultor e coordenador do Sutraf de Erebango Leoniro Mazzucato destacou a importância de participar de eventos na área para atualização. "A gente que precisa enfrentar a tecnologia no dia-a-dia tem que sempre buscar novas informações. Os agricultores precisam se qualificar, acompanhar a evolução da tecnologia para sobreviver no campo", apontou.

Jailton Trindade, que é de Sertão, sempre que pode participa dos dias de Campo realizados pela instituição. Nesta edição, o que mais o interessou foi o projeto do Campus "Horizontes da sustentabilidade: a força da organização" e a estação sobre higiene e qualidade do leite. "A cada ano o evento está melhor, com mais assuntos e novidades", opinou.

 

Estações

A estação sobre o projeto piloto de extensão do Campus "Horizontes da sustentabilidade: a força da organização" contou com a exposição do professor Welington Zanini e dos agricultores sertanenses Paulo Londero e Renato Cecconello. Conforme Zanini a agricultura pode melhorar escalas de serviços de crédito e isso dá sustentabilidade para a atividade agrícola.

"Nossa proposta não é para uma cooperativa ou associação, mas para que os agricultores se organizem para garantir a sustentabilidade da produção, dos recursos naturais e da própria permanência no campo. Através de negociações coletivas, os produtores podem ganhar mais e ganhando mais, terão melhores condições de vida no campo, evitando a evasão", explicou Zanini.

Para o agricultor Paulo Londero o projeto piloto é fundamental pelos benefícios que proporciona. "Além de ajudar os agricultores se unirem no trabalho rotineiro, proporciona ganhos financeiros, o que incentiva nos incentiva a continuar", destacou.

O projeto é desenvolvido pelos professores e acadêmicos dos cursos de Agronomia e Tecnologia em Agronegócio há oito meses na comunidade de Nossa Senhora Aparecida em Sertão e conta com a participação de 15 agricultores.

O rendimento de grãos em híbridos de milho precoce e superprecoce avaliados no Campus foi apresentado numa estação coordenada pelo professor Fernando Machado dos Santos e pelos estagiários do setor de Agricultura II do Campus. A pesquisa teve como base o Dia de Campo de 2010 e avaliou híbridos de milho comercializados e indicados para o cultivo na região das empresas: Agroceres, Agroeste, Balú, Biogene, Biomatrix, Dekalb, Fundacep, Geneze, Pioneer e Syngenta. Foram avaliados 18 híbridos de ciclo precoce e 12 de ciclo superprecoce.

Os que apresentaram maior rendimento no ciclo superpreoce foram os híbridos de fórmula TL, BG 7051H, DKB 240 YG e AS 1551 YG, cujos resultados foram: 12.310, 11.703, 11.530 e 11.215 quilos por hectare, respectivamente.

Já o resultado da pesquisa no ciclo precoce apontou rendimento maior dos híbridos P32R48Y, P30F53H, AG 8021 YG, DKB 240 YG, P30F36Y E DKB 245, os quais apresentaram produtividade de quilos por hectare de: 12.998, 11.643, 11.612, 11.605, 11.584 e 11.503, respectivamente.

Segundo o professor Fernando Machado dos Santos a pesquisa realizada é de grande relevância, pois contribui para uma escolha mais acertada do híbrido para obter uma produtividade maior. "É fundamental que este trabalho tenha continuidade para que possamos construir um banco de dados para consulta dos agricultores. São informações muito importantes para o planejamento da produção", disse.

A pesquisa foi conduzida pelo professor Fernando, com a colaboração das professoras Fernanda Alves de Paiva e Juliana dos Santos e dos servidores Valdir Schafer e Harvey Silva Ramos e dos estagiários do setor.

A estação a cargo da Embrapa Trigo tratou de pastagens de verão para sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta, um projeto que consiste numa tecnologia que permite a produção de grãos, carne, leite, fibras, energia e madeira numa mesma área. "A proposta da Embrapa Trigo é que os agricultores possam intercalar cultivares em períodos diferentes de plantio numa mesma área e otimizar a lavoura para garantir uma produtividade maior", ressaltou o pesquisador da Embrapa Trigo Henrique Pereira dos Santos.

Na estação da Emater, os participantes do Dia de Campo receberam orientações e dicas sobre a higiene e a qualidade do leite para adequarem-se a normativa 51, que determina um rigor maior a atividade leiteira. Coordenaram a estação os Técnicos Derli Dalastra, Marcos Antonio Gobbo e Renato Mores.

A exigência da Normativa 51 de 18-09-2002, do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, altera o parâmetro de qualidade microbiológica. A contagem de padrão de placa, que era de, no máximo, 750 mil UFC/ml passará a 100 mil a partir de 1º de julho. Da mesma forma, a contagem de células somáticas passará de um máximo de 750 mil Cs/ml para 400 mil. As dicas dos técnicos da Emater é para redobrar os cuidados na ordenha, na higienização da ordenhadeira, na higienização das instalações onde a ordenha é feita, no resfriamento do leite.

Além destas quatro, o público conferiu as estações das empresas patrocinadoras do evento: Adubos Coxilha, Agroceres, Dekalb, BioGene, Biomatrix, Syngenta, Sementes Balu, Agroeste, Prezzotto Sementes, Nidera, Dow AgroSciences, Fundacep, Fundação Pró-Sementes e Drakkar Solos. Nestas estações as empresas apresentaram seu portfólio, com técnicas e produtos comercializados.

Outra estação demonstrativa de culturas de soja, coordenada pelo professor do Campus Sergiomar Theisen, também integrou o evento.

O VII Dia de Campo do Campus Sertão contou com o apoio da secretaria municipal de Agricultura de Sertão, da Cotrigo, da Emater/RS e da Embrapa Trigo.

 

Semeato faz a doação de uma semeadora ao Campus

A Semeato aproveitou a 7ª edição do Dia de Campo do Campus Sertão para fazer a entrega de uma máquina semeadora à instituição. O ato de entrega oficial aconteceu na tarde de quarta-feira, dia 23/02, na estação da Semeato.

Fizeram-se presentes a diretora-geral do Campus, Viviane Silva Ramos, o gerente de desenvolvimento de Mercado/Produto da Semeato, o Engenheiro Agrônomo Eduardo Copetti e o público que participou do evento.

A empresa e o Campus já mantêm uma parceria de longa data e desde 1996 a instituição de ensino utilizava uma máquina semeadora da Semeato em comodato, substituída pela máquina nova que foi entregue ainda no final de 2010.

Na oportunidade, o gerente Eduardo Copetti comentou que o Campus tem uma importância muito grande para a Semeato. "Cerca de 75% da equipe da Semeato é formada por ex-alunos da Instituição", salientou.

A diretora do Campus, Viviane Silva Ramos, disse que este dado enche de orgulho a todos os servidores e alunos que fazem parte da instituição. "Nosso desejo é sempre manter e aperfeiçoar esta parceria, fundamental para o desenvolvimento do Campus", disse.

A máquina semeadora é o modelo SHM 15/17, uma semeadora múltipla, que faz o plantio de culturas de inverno (17 linhas) e de verão (7 linhas), com capacidade de 600 kg de adubo e 350 kg de semente. O diferencial da máquina é atuar como semeadora e plantadeira, tornando o custo de aquisição menor para o produtor e diminuindo, também, a depreciação da máquina. O modelo é o de maior comercialização da empresa.

 

Galeria

Apresentação do rendimento de grãos em híbridos de milho precoce e superprecoce, feita pelo Campus Estação do projeto piloto de extensão do Campus "Horizontes da sustentabilidade: a força da organização" A Emater participou do evento com uma estação sobre higiene e qualidade do leite Estação da Embrapa Trigo sobre pastagens de verão para sistemas de integração lavoura-pecuária-floresta A diretora-geral do Campus Sertão, Viviane Silva Ramos, o gerente de desenvolvimento de Mercado/Produto da Semeato e o Engenheiro Agrônomo Eduardo Copetti  no ato de entrega oficial da semeadora

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